Mulher que se diz Deus atrai milhares de seguidores

Surge mais uma nova líder religiosa polêmica, desta vez na cidade de Bename  no Benin, Africa. Uma pregadora de apenas 25 anos , lider da Santa Igreja de Jesus Cristo e que reúne milhares de fiéis para adorar a Deus, mas para os fiéis  a divindade é a própria lider do movimento Vicentia Tadagbe Tchranvoukinni, sempre usando um chapéu vermelho, chamada de “A Perfeita” e que promete acabar com o reino do inferno na Terra e expulsar todos os demônios que tomam conta do país, em uma referência ao vodu , religião mais praticada no pobre país africano. Misturando discursos de igrejas pentecostais com rituais católicos , Vicentia consagrou o  ex-padre católico Mathias Vignan e seu maior aliado ao posto de papa , que adotou o nome de Papa Christophe XVIII.

Sua presença carismática e seus enfrentamentos com outras religiões a fizeram conhecida em todo o país. Primeiro porque foi expulsa da associação que reúne as igrejas cristãs no Benin e depois pela tragédia da morte de fiéis em um ritual condizido por ela. Em  janeiro de 2016,  cinco de seus seguidores foram sufocados até a morte depois de ter sido trancados em um quarto onde estavam orando por libertação e a fumaça do incenso usada no ritual ocasionou o óbito dos fiéis. Até agora, nem ela nem a liderança da igreja foram responsabilizados pelo ocorrido.

Fundada em 2009, a Santa Igreja de Jesus Cristo , hoje considerada uma seita,  tem crescido rapidamente em todo o país e a imagem da divindade encarnada, sempre com seu chapeu vermelho característico é distribuido por várias cidades. Vicentia afirma ter caído do céu na Terra, onde foi encontrada por um pastor de ovelhas no meio do mato.

Seu braço direito no movimento, o Papa Christophe XVIII, afirma que Vicentia veio para acabar com o domínio da feitiçaria e  todos os espíritos malignos que impedem a humanidade de se desenvolver. Criaram os “guerreiros de oração”, que saem ao campo armados com paus e facões sem  medo de usá-los contra aqueles que os combatem o movimento.

Recentemente o governo do Benin abriu um inquérito formal contra a igreja quando começou a receber inúmeras queixas de comunidades religiosas, políticos e líderes tradicionais. Como apoiou publicamente a candidatura do presidente Patrice Talon, eleito em março de 2016, desde então, apesar das queixas, a Igreja de Vicentia teve um crescimento exponencial.

Esta entrada foi publicada em Atualidades, Informativo, Política. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta